POR QUÊ CONTRATAR UM ARQUITETO ?

É comum pensar que a função do arquiteto resume-se apenas à questão estética. Grave erro, pois o Arquiteto é o grande idealizador e também um facilitador para que as coisas fluam melhor desde as primeiras idéias até a entrega das chaves, passando pelo planejamento da obra.

Planejamento é condição básica para uma construção ter o menor custo e ser útil aos seus futuros ocupantes. Como todo planejamento de obra começa pelo projeto arquitetônico, é fácil entender a importância de ter um arquiteto auxiliando o empreendedor desde as primeiras horas de um projeto de construção.

O homem é um ser dotado de sensibilidade e por isso, o espaço que o circunda deve ser significativo, ser vívido, relacionar-se com que o habita. Não pode ser um espaço indiferente e impessoal.

A arquitetura, como “arte humana”, busca perceber os desejos, anseios e necessidades daquele que pretende erguer sua moradia, seu local de trabalho, em espaços que possam ser sentidos, espaços que interajam com suas características pessoais. Ou seja, a construção deve ter a “cara” do cliente, concretizar aquilo com que ele sempre sonhou.

Todo esse lado sensível será conseguido também com trabalhos técnicos, onde o arquiteto deve buscar a melhor implantação no terreno, respeitando e aproveitando ao máximo a topografia existente, evitando assim, cortes e/ou aterros desnecessários, bem como a insolação, promovendo uma harmoniosa relação entre os espaços.

Deve-se considerar o entorno, tudo aquilo que circunda o local, buscando o destaque sem opressão, pois uma obra sempre gera um certo impacto na paisagem e acaba sendo um indutor de transformação onde estão inseridas. Do ponto de vista da cidade – urbanismo – a arquitetura deve pretender um diálogo intenso com este meio, planejando e implantando soluções que estimulem qualitativamente a vida urbana.

Como todos nós temos necessidade, atividades e aspirações diversas, com base nessas informações o profissional de arquitetura organizará e distribuirá os espaços de maneira a atender o programa. Serão definidos com o desenvolvimento do projeto arquitetônico elementos internos e externos, como o layout do mobiliário (disposição de móveis e equipamentos), pontos de elétrica (tomadas, interruptores) para que tudo possa ser organizado e iluminado de maneira correta, as melhores cores/texturas, os inúmeros tipos de materiais de acabamento, as esquadrias, a cobertura, enfim, tudo aquilo que torne o espaço cada vez mais significante e emocional para o cliente.

É também parte deste processo a própria obra, sua construção. Neste período é muito importante que o projeto arquitetônico esteja detalhado para sua perfeita compreensão e que a obra seja acompanhada por profissionais, para que a execução transcorra normalmente, sem maiores imprevistos. O acompanhamento e mesmo a administração da obra, embora possam parecer, à primeira vista, um custo desnecessário, podem evitar muitos problemas e gastos futuros, já que a materialização propriamente dita do sonho requer tempo, disponibilidade e conhecimentos.

Aliás, o profissional mais indicado para assumir a responsabilidade pela execução ou gerenciar a obra é o próprio autor dos projetos, pois conhece a fundo todas as suas particularidades.

O projeto arquitetônico deve ser o fundamento, a base para os demais projetos complementares que serão necessários, como o projeto estrutural, elétrico, hidráulico. A compatibilização desses elementos será feita também pelo arquiteto, em conjunto com os demais profissionais envolvidos, para que aquilo que foi pensado e criado possa ser concretizado de maneira clara, harmoniosa e segura para todos.

Em última análise seria, no mínimo, uma grande imprudência e irresponsabilidade confiar o investimento de um razoável capital — na elaboração de um projeto e na execução da obra — a pessoas sem experiência, qualificação e responsabilidade legal.

EDINALDO ANDRADE

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